sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os signos da Quiromancia

 

A mão representa  "o mundo em ponto pequeno" do homem, cujas proporções, segundo Agrippa, estão em correlação com as do corpo no seu conjunto: ela é um reflexo da harmonia macrocósmica.
 
"Sabei que os signos da quiromancia têm a sua origem nas estrelas superiores dos sete planetas (...) A quiromancia é uma arte que consiste não apenas na leitura das mãos e em obter informações,, consoante as suas linhas, ramificações e rugas, mas compreende também todas as plantas, madeira, quartzo e cascalho, o solo e a água que corre, e tudo o que tem linhas, veias e rugas." (Paracelso, De signatura rerum naturalium, 1537)
 
 
 
A palma da mão é lida como uma paisagem com montanhas, vales e rios. As sete montanhas ou elevações da mão correspondem aos sete planetas. A sua diferente formação fornece informações sobre a evolução da área correspondente ao planeta em causa; o Monte de Vénus, por exemplo, na base do polegar, dá indicações sobre as relações amorosas do indivíduo, ao passo que o Monte do Sol, na base do anular, remete para a sua criatividade e sensibilidade estética. (Agrippa von Nettesheim, De oculta filosofia, 1510)
 
 

O monge cartusiano Johannes von Hagen, conhecido sob o nome latinizado de ab Indagine (ca.1424-1475), influenciou, graças aos seus inúmeros tratados, as obras de magia de Johannes Trithemius e de Agrippa von Nettesheim.
Identificou três linhas principais para a interpretação do futuro na palma da mão: a linha do meio (linea media), a linha da vida ou do coração (linea vitae) e a linha do fígado (linea hepatis), que se pensava indicar as perturbações do sistema digestivo.
(Johannes ab Indagine, Introductiones Apostelesmaticae, 1556)
 
Por fim transcrevo um pensamento interessante de Flávia de Monsaraz fundadora do centro de astrologia Quíron:
"Importa entender que o Sec.XX chegou ao limite de uma amnésia Cósmica e de uma visão materialista. Dizem os Mestres Taoistas que as coisas quando chegam ao seu limite transformam-se no seu contrário, porque não há linhas rectas no Universo mas ciclos polarizados. Quando se chega à fase da Oposição, à fase dos dois polos frente a frente, é a Lua Cheia. O máximo conflito. A lua não pode encher mais. Neste momento, ao tratar-se da mentalidade social, as pessoas estão a rebentar com a "camisola de força" racionalista e materialista, que o Sec.XX lhe impôs. Por um lado, encontram-se perdidas, mas por outro, já estão receptivas a algo que as possa orientar.
 

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