sexta-feira, 21 de março de 2014

Os montes da mão

Quando se começa a olhar para uma palma da mão é importante falar sobre estas pequenas elevações pois o monte que se encontrar mais saliente é aquele que predomina na vida da pessoa ,isto é, cada monte armazena uma capacidade de potencial energia e pode-nos ajudar a entender a personalidade de quem está à nossa frente.


 
Começámos pelo monte da lua:
Como se vê pela foto este monte situa-se no lado oposto ao polegar.
Se este monte for altinho são pessoas que gostam da natureza, da água, do mar e não tratarão mal um animal. O seu lado mais negativo é que num momento podem estar alegres e noutro entrarem na mais profunda tristeza. Também são pessoas que fazem tempestades num copo de água e a sua cabeça faz constantes "filmes", isto é, a pessoa inventará coisas  que lhe farão perturbar o espírito.
Geralmente são apreciadores de música e também é comum a flexibilidade dos dedos trazendo momentos de exaltação e outros de depressão e são muito criativos.
Se o monte não tiver expressão não são pessoas muito amigáveis.
Pois é, a quirologia é um mundo fascinante mas não muito fácil para aprender e estudar, compreende-se assim que na sociedade actual haja pressas para tudo e não é à toa que os cursos de tarot têm sempre mais interessados. A quirologia tão próxima dum mapa astral, quiçá diferente onde é possível vislumbrar passado, presente e futuro. Futuro que na mão se poderá sempre modificar. Sim é preciso perseverança (muita mesmo) para poder dominar o mundo da quirologia.

Um poema de Rudolf Steiner: (obrigada Nina por mo ter facultado)
"A luz do sol
passada a noite,
vai clareando o dia.
A alma acorda com força nova
do sono que dormia.
Tu, minha alma,
dá graças pela luz,
pois dentro dela,
o poder de Deus reluz;
tu, minha alma,
no dia a ressurgir,
sê capaz de agir!"

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

As Mãos e o Tarot

No decorrer do curso de tarot que este fim de semana realizei algumas questões e dúvidas foram colocadas sobretudo a dúvida se será melhor usar só os 22 arcanos maiores do tarot, como muitas pessoas fazem ou se vale a pena utilizar todas as cartas.
Isto fez-me meditar num paralelismo que existe entre só usar os 22 arcanos e quando se analisa uma mão olhar só para as 3 linhas principais, não é verdade que é muito pouco?
Nunca se conseguirá fazer uma análise correcta olhando só para estas 3 linhas pois as mãos têm muitas outras que são importantíssimas. Assim é com o tarot, os arcanos menores fazem parte de um todo e vão dar detalhes da nossa vida quotidiana.
 
Entrando mais um pouco no caminho da quiromancia vou falar sobre as Braceletes: 
São linhas horizontais que se encontram no começo da nossa mão, junto ao pulso e indicam as nossas capacidades energéticas. Geralmente são 3 linhas ou 3 ciclos de vida: 28, 56 e 84 anos, com 4 braceletes podemos mesmo chegar aos 90 anos. No entanto, as braceletes por si só não vão indicar quanto tempo vamos viver, indicam sim a capacidade que temos para viver muitos anos ou não, dependendo das nossas capacidades energéticas e do modo como tomamos conta do nosso corpo.
Reparar que as probabilidades de longevidade são vistas através de outros sinais como uma boa linha de destino.
 
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Curso de Tarot



Dias 1 e 2 de Março, sábado e domingo respectivamente vou realizar mais um curso de tarot.

Temas abordados:

. História do Tarot
. Diferenças entre os diversos baralhos
. A sua consagração
. Análise simbólica e prática de cada carta
. Lançamentos
. Certificado

O curso é completo, isto é, serão usadas as 78 cartas, sempre. Será oferecido um baralho do tarot de marselha com um manual de apoio.
O curso é intensivo e um bom ponto de partida para se usar a sério as cartas ou apenas para usar como conhecimento pessoal.
Curso honesto, sério e mesmo depois de ter terminado estarei sempre à disposição de quem quiser fazer perguntas e tirar dúvidas.
Até breve.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dedico este texto à Susana

Hoje vou falar de cartas e neste pequeno exemplo fazer uma comparação entre um Tarot típico e o Tarot dos Amantes de Kris Waldherr.
Pois este texto é sobretudo para a Susana da praia de S.Julião que vai gostar muito de o ver aqui inserido. Beijo.
 

O quatro de Paus representa em termos de amor um compromisso (notar o modo como está desenhado no Tarot dos Amantes) mas este Rei de Copas está a olhar para o Às de Copas invertido (que representa o Amor puro) e ele pensa: Não a amo mas vou ser obrigado a um compromisso! (4 de Paus).


No Tarot dos Amantes o 4 de Paus está bem representado como um compromisso mas este rei parece olhar triste para a sua copa, para aquilo que tem de fazer, o Às de copas está atrás das suas costas.
 
Breve vamos voltar a falar de mãos e de alguns textos que estão contidos no meu livro.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Janeiro 2014, um novo ano começou que seja o melhor possível sobretudo sempre com muita saúde.
Hoje vou voltar a falar mais um pouco sobre o Tarot dos Amantes, cartas fantásticas mas não muito fáceis para trabalhar, no entanto gosto de usá-las sempre que o tema é amor.

Neste tarot a autora não usou figuras de valetes mas transformou estas figuras em Príncipes e Princesas, continuando a existir as figuras de Reis e Rainhas. Como já referi anteriormente nestas cartas apenas podemos ir buscar inspiração ao Tarot de Marselha pois o mais importante aqui é olhar para a carta e ver o que ela quer dizer.
Atenção então a este príncipe porque poderá não ser o "príncipe encantado". Não há dúvida que é um homem carinhoso (tem uma copa na mão e as copas representam o amor) mas a relação com esta pessoa poderá não ser muito fácil e às vezes ser um pouquinho mentiroso (a lua está por cima da cabeça dele e indica isso mesmo). Por ser representado como o Príncipe de Copas e não um Rei considero-o um homem livre, isto é, não é casado.
Próxima publicação continuará a falar sobre cartas.
 
Bom ano para todos e obrigada pelas palavras de carinho.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Astrologia versus Futuro

A Astrologia não revela o futuro. Anuncia as tensões energéticas que irão ocorrer. As crises que vamos atrair. Mas como se irão manifestar, quais as circunstâncias que as desencadeiam, não há forma de o saber. Depende do nível de evolução e da violência que ainda existe em cada um. A negatividade ou positividade das tensões do Destino manifestam-se em função do nível de consciência atingido. Não há modo de dizer o que vai acontecer. Há, sim, que preparar a pessoa para um processo dinâmico de transformação: necessário, implacável e rigoroso.
São as nossas energias que criam o nosso Destino. Projectamos ondas que na realidade se encontram em diferentes níveis de vibração. Pela Lei da Ressonância, atraímo-la como resposta, a mesma qualidade de vibração que passamos. Se acelerarmos para vibrações mais rápidas, mais subtis, atraímos obviamente outro tipo de resposta! Criamos um novo Destino, um Destino melhor.
O Destino não é algo rígido, encontra-se sempre em mutação, num Eterno Presente. A cada momento podemos mudar as nossas Vidas, alterando o nosso Destino, que vai sempre respondendo às transformações energéticas que formos operando.
Em última análise, pela qualidade ou não qualidade de resposta à Vida modelamos o nosso Futuro, para nós, e para os outros.
 
Texto: Maria Flávia de Monsaraz  

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os signos da Quiromancia

 

A mão representa  "o mundo em ponto pequeno" do homem, cujas proporções, segundo Agrippa, estão em correlação com as do corpo no seu conjunto: ela é um reflexo da harmonia macrocósmica.
 
"Sabei que os signos da quiromancia têm a sua origem nas estrelas superiores dos sete planetas (...) A quiromancia é uma arte que consiste não apenas na leitura das mãos e em obter informações,, consoante as suas linhas, ramificações e rugas, mas compreende também todas as plantas, madeira, quartzo e cascalho, o solo e a água que corre, e tudo o que tem linhas, veias e rugas." (Paracelso, De signatura rerum naturalium, 1537)
 
 
 
A palma da mão é lida como uma paisagem com montanhas, vales e rios. As sete montanhas ou elevações da mão correspondem aos sete planetas. A sua diferente formação fornece informações sobre a evolução da área correspondente ao planeta em causa; o Monte de Vénus, por exemplo, na base do polegar, dá indicações sobre as relações amorosas do indivíduo, ao passo que o Monte do Sol, na base do anular, remete para a sua criatividade e sensibilidade estética. (Agrippa von Nettesheim, De oculta filosofia, 1510)
 
 

O monge cartusiano Johannes von Hagen, conhecido sob o nome latinizado de ab Indagine (ca.1424-1475), influenciou, graças aos seus inúmeros tratados, as obras de magia de Johannes Trithemius e de Agrippa von Nettesheim.
Identificou três linhas principais para a interpretação do futuro na palma da mão: a linha do meio (linea media), a linha da vida ou do coração (linea vitae) e a linha do fígado (linea hepatis), que se pensava indicar as perturbações do sistema digestivo.
(Johannes ab Indagine, Introductiones Apostelesmaticae, 1556)
 
Por fim transcrevo um pensamento interessante de Flávia de Monsaraz fundadora do centro de astrologia Quíron:
"Importa entender que o Sec.XX chegou ao limite de uma amnésia Cósmica e de uma visão materialista. Dizem os Mestres Taoistas que as coisas quando chegam ao seu limite transformam-se no seu contrário, porque não há linhas rectas no Universo mas ciclos polarizados. Quando se chega à fase da Oposição, à fase dos dois polos frente a frente, é a Lua Cheia. O máximo conflito. A lua não pode encher mais. Neste momento, ao tratar-se da mentalidade social, as pessoas estão a rebentar com a "camisola de força" racionalista e materialista, que o Sec.XX lhe impôs. Por um lado, encontram-se perdidas, mas por outro, já estão receptivas a algo que as possa orientar.